MTAS

Instituição Proponente: Instituto Terra e Memória

Unidade de Investigação: Centro de Geociências (CGeo,UC)

Instituições Participantes: Instituto de Arqueologia de Mérida (IAM-CSIC),

Instituto de Estudios Prehistóricos (ACINEP),

Universidade de Coimbra (UC), Università degli studi di Trento (UniTN), University of Durham (UniD)

Investigadores : Luiz Oosterbeek (IR) , Anabela Borralheiro, Chris Scarre, Cristiana Ferreira,Luiz Oosterbeek (IR) , Anabela Borralheiro, Chris Scarre, Cristiana Ferreira,Darko Stojanovski, Davide Delfino, Enrique Cerrillo Cuenca, Ethe Allué, Fernando Coimbra, Francesc BurjachsHipolito Collado, Hugo Gomes, Jorge Cristóvão, Lídia Catarino, Mário Ferreira,Nelson J. Almeida, Palmira Saladié Ballesté, Pierluigi Rosina, Rita Anastácio, Rui Pena dos Reis, Sara Cura, Sara Garcês, Stefano Grimaldi.

O projecto MTAS (PTDC/EPH-ARQ/4356/2014), financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (2016-2019), dá continuidade à informação adquirida por várias equipas e especialistas, mas foca quatro objectivos principais que pensámos serem imperativos para produzir um conhecimento actualizado acerca dos últimos grupos de caçadores-recolectores e primeiras economias de produção: i) padrões de ocupação; ii) revisão estratigráfica e aquisição de novos dados; iii) economias líticas; e iv) caracterização do povoamento.

A orientação da proposta MTAS é olhar para longas diacronias, priorizando alguns aspectos sem esquecer outros. A área geográfica é o Alto Ribatejo, uma região de passagem entre o interior e litoral da Península Ibérica. Devido à sua posição geográfica e unidades geológicas, o Alto Ribatejo foi intensivamente estudado e prospectado, maioritariamente em áreas de reconhecida intensiva ocupação, tais como vales de rios e o Maciço Calcário. Outras unidades paisagísticas, i.e. o Maciço Hespérico e a Bacia do Tejo, foram normalmente encaradas como secundárias, resultando num padrão com intensiva ocupação em algumas áreas (Maciço Calcário, onde predominam grutas- necrópole) e apenas algumas indicações pontuais em outras (à excepção do megalitismo), onde, de forma similar ao que vem acontecendo em outras áreas interiores, tanto em Portugal como em Espanha, sítios importantes foram descobertos, com cronologias entre o Epipaleolítico e o Neolítico Antigo (e.g., Santa Cita, Fontes, Amoreira).

Face a isto, as dinâmicas humanas podem estar desfasadas devido a aspectos relacionados com a história de prospecções de superfície e metodologias usadas. Propomos que a melhor forma de aumentar a compreensão dos padrões de ocupação e exploração no Alto Ribatejo é através de prospecções intensivas priorizando as áreas menos conhecidas (Bacia do Tejo, Maciço Hespérico) sem esquecer as restantes (Maciço Calcário). Os dados adquiridos serão articulados com informação resultante de estudos desenvolvidos durante as últimas três décadas num Geoportal, disponível publicamente.

O MTAS pretende actualizar o conhecimento existente sobre as dinâmicas de neolitização do Alto Ribatejo, as quais serão priorizadas, mas também os períodos imediatamente anteriores e posteriores.

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